segunda-feira, 25 de maio de 2015

Interpretando Músicas (1ºD)

Compositor: Renato Russo

Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer

Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não estou legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"
E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz
Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação
E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?




1- Observe as seguintes falas de Eduardo:
" -Eu não estou legal. Não aguento mais birita".
" -É quase duas, eu vou me ferrar."


a)  Birita e ferrar são gírias. A utilização desses termos é adequada nesse texto? Por quê?

b)      De acordo com a norma culta, há um erro de concordância em "É quase duas". O correto seria "São quase duas".. Esse problema de concordância contribui para a caracterização da personagem? Explique.



c) Gostou da música? Justifique sua resposta.

www.youtube.com/watch?v=3LUH8ovUAF0 (Clipe do Peixe aquático)


Ler mais: http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/produ%C3%A7%C3%A3o%20textual/

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Gênero textual Notícia: estrutura e atividade oral

De modo a aprimorar ainda mais os nossos conhecimentos quanto aos aspectos inerentes ao gênero em foco, enfatizaremos sobre seus elementos constituintes:

Manchete ou título principal – Geralmente apresenta-se grafado de forma bem evidente, com vistas a despertar a atenção do leitor.

Título auxiliar – Funciona como um complemento do principal, acrescentando-lhe algumas informações, de modo a torná-lo ainda mais atrativo.

Lide (do inglês lead) - Corresponde ao primeiro parágrafo, e normalmente sintetiza os traços peculiares condizentes ao fato, procurando se ater aos traços básicos relacionados às seguintes indagações: Quem? Onde? O que? Como? Quando? Por quê?

Corpo da notícia – Relaciona-se à informação propriamente dita, procedendo à exposição de uma forma mais detalhada no que se refere aos acontecimentos mencionados.

Diante do que foi exposto, uma característica pertinente à linguagem jornalística é exatamente a veracidade em relação aos fatos divulgados, predominando o caráter objetivo preconizado pelo discurso.

Atividade em duplas ou trios 2,0

Selecione uma notícia e apresente de forma oral, uma opinião sobre os elementos constituintes: Manchete ou título principal; Lide (do inglês lead) Corpo da notícia.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Textos para trabalhar SUBSTANTIVO( arquivo)

Textos para trabalhar SUBSTANTIVO


1º - A terra sem nome

Era uma vez uma coisa onde as coisas não tinham nome. E tudo o que se dizia era uma coisa só.  Quando se ia à coisa em que se compram coisas, veja só que coisa:
— Oi seu fulano! Me dá aquela coisa.
— Qual coisa?
— Aquela coisa que a gente serve para usar a coisa.
— Tem tanta coisa que a gente usa, que coisa você quer?
— Aquela!
— Mas, tem tanta coisa ali!!
— Aquela coisa, que tá junto daquela outra coisa, entre aquela coisa e aquela outra coisa!!!
— Ihh... não tô entendendo coisa nenhuma!!!
— Posso ir lá pegar a coisa?
— É... pode...
— É essa coisa aqui, ó!!
— Ah!! Eu achei que era a outra coisa!
— Quanto custa?
— R$ 2,45.
— Obrigada!
 Se você achou uma coisa de louco, imagina só tentar chamar alguém...
Numa tranquila tarde, senhoras reunidas para um chá:
—    Ô senhora!
—    Quem? Eu?
—    Não! A senhora ali!
—    A ta, eu?
—    Não! Ela!
—    Eu?
—    Eu?!
—    Eu?
—    Não, a senhora!
Um dia, resolveram dar nomes às coisas e cada coisa passou a ter sua identidade, não só as coisas, mas também as pessoas, animais, seres em geral. E a coisa onde as coisas não tinham nome passou a se chamar lugar e aquela coisa onde se compravam coisas ficou conhecida como mercado e as senhoras que tomavam chá passaram a se chamar Maria, Joana, Fátima, Sara...
O que eu ainda não descobri é o nome daquela coisa que serve para usar a coisa! Você sabe o que é? Então me diz porque eu não aguento mais essa curiosidade!!!
- O texto possibilita a compreensão da importância da classe gramatical em estudo. É interessante promover uma leitura dramatizada. Em seguida, pode-se propor uma brincadeira em que cada aluno receba um nome ou imagem de um substantivo e os demais deverão tentar advinhar. Pode-se, por exemplo, sugerir que façam de três a cinco perguntas ao aluno de quem se quer adivinhar o substantivo. As perguntas devem ser elaboradas oralmente, de maneira que se possa responder apenas "sim" ou "não". Finalizadas as perguntas, os alunos teriam três chances para advinhar o substantivo. Caso já tenham noção das classificações do substantivo, poderão usar também esses conhecimentos nas perguntas (Exemplos de perguntas: É concreto? É composto? Usa-se na cozinha? Custa caro? A gente sente? etc.)

2º texto - Circuito fechado

Ricardo Ramos

     Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo. xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.


- O texto, todo construído com substantivos, apresenta bastante coerência e possibilita diferentes abordagens.
- Pode-se selecionar as duas primeiras frases e pedir que os alunos acrescentem artigos e adjetivos, por exemplo;
- Pode-se selecionar alguma (s) frase (s) e pedir que sejam acrescentados verbos e advérbios;
- Pode-se, ainda, apresentar alguns contextos para que os alunos escrevam uma sequência de substantivos que remetam a uma sequência lógica de acontecimentos. Exemplos: Uma pescaria, um passeio ao zoológico, nascimento, namoro, primeiro emprego, etc.

3º  - Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz


Passarinho na janela, pijama de flanela, brigadeiro de panela.
Gato andando no telhado, cheirinho de mato molhado, disco antigo sem chiado.
Pão quentinho de manhã, dropes de hortelã, grito do Tarzan.
Tirar a sorte no osso, jogar pedrinha no poço, um cachecol no pescoço.
Papagaio que conversa, pisar em tapete persa, eu te amo e vice-versa.
Vaga-lume aceso na mão, dias quentes de verão, descer pelo corrimão.
Almoço de domingo, revoada de flamingo, herói que fuma cachimbo.
Anãozinho de jardim, lacinho de cetim, terminar o livro assim.
                                                                                                                                  Otávio Roth

- Sugestão: Antes da leitura do poema, o professor pode pedir a cada aluno diga algo simples que o deixa feliz. Se for o primeiro dia de aula, o aluno poderá antes se apresentar.
- Em seguida, o professor poderá analisar alguns aspectos do poema. Nos três primeiros versos, por exemplo, percebe-se que o autor construiu o poema em torno de substantivos. Há algumas locuções adjetivas (de flanela, de panela, de mato molhado, sem chiado, de hortelã, do Tarzan) e adverbiais (na janela, de manhã) que caracterizam ou localizam os substantivos que, segundo o poema, deixam o eu-lírico feliz. Isso se mantém ao longo de todo o poema, e em alguns versos, o autor apresenta ações simples que também lhe trariam felicidade, utilizando-se de verbos no infinitivo e objetos diretos (Tirar a sorte no osso, jogar pedrinha no poço, pisar em tapete persa, etc.)
- Vale observar que em cada verso há três elementos principais e que a rima se dá dentro de cada verso (rimas internas). Outro detalhe relevante é que cada elemento do verso é independente, ou seja, são três elementos distintos, não há uma ligação ou continuidade entre eles.
- Por fim, pode-se pedir que os alunos criem - individualmente ou em dupla - um verso com uma coisinha simples que traz felicidade. Devem estar atentos para manter a estrutura do poema original. Depois, o professor pode escrever os versos criados no quadro, para que o grupo analise, altere, aperfeiçoe, até que possam considerar o poema finalizado. Então, pode-se confeccionar um cartaz ou até mesmo publicar o texto coletivo em um blog ou rede social.



Ler mais: http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/produ%C3%A7%C3%A3o%20textual/

Interpretando canções 1ºE (Produções Interativas)

Eduardo E Mônica


Compositor: Renato Russo

Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer

Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse
- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir
Festa estranha, com gente esquisita
- Eu não estou legal, não aguento mais birita
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
- É quase duas, eu vou me ferrar

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro e artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Em que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
Tá de recuperação

E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?




1- Observe as seguintes falas de Eduardo:
" -Eu não estou legal. Não aguento mais birita".
" -É quase duas, eu vou me ferrar."


a)  Birita e ferrar são gírias. A utilização desses termos é adequada nesse texto? Por quê?

b)      De acordo com a norma culta, há um erro de concordância em "É quase duas". O correto seria "São quase duas".. Esse problema de concordância contribui para a caracterização da personagem? Explique.



c) Gostou da música? Justifique sua resposta.

www.youtube.com/watch?v=3LUH8ovUAF0 (Clipe do Peixe aquático)


Ler mais: http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/produ%C3%A7%C3%A3o%20textual/

Interpretando canções_gabarito

Interpretando canções

Adoro utilizar a música Eduardo e Mônica para trabalhar narração, elementos da narrativa, adequação linguística e, principalmente, interpretação. Para isso, gosto de exibir um ou outro dos vídeos que se encontram na seção vídeos aqui do blog (e ao final deste post) e utilizar algumas das questões que encontrei nos links abaixo
1. fernandalima.forumeiros.com/t269-eduardo-e-monica-interpretacao-textual  - Atividades que considerei adequadas para o 2º segmento
pt.scribd.com/doc/39074224/Eduardo-e-Monica-com-exercicios#download - Atividades que considerei adequadas para os anos finais do 2º segmento e para o Ensino Médio.

Aqui vai só uma amostra do material:
1- Observe as seguintes falas de Eduardo:
" -Eu não estou legal. Não agüento mais birita".
" -É quase duas, eu vou me ferrar."

a)     Qual o significado das palavras destacadas? Bebida alcoólica - dar-se mal
b)  Birita e ferrar são gírias. A utilização desses termos é adequada nesse texto? Por quê?Sim. Eduardo é um adolescente, e tais termos costumam fazer parte de sua forma de falar. As gírias contribuem para a sua caracterização.
c)      De acordo com a norma culta, há um erro de concordância em "É quase duas". O correto seria "São quase duas".. Esse problema de concordância contribui para a caracterização da personagem? Explique.Sim. Mostra que Eduardo não domina a norma culta da língua portuguesa.
d)     Na 9ª estrofe, há o emprego de outras gírias, que significam "tentaram conseguir dinheiro"Batalharam grana, "suportaram bem" Seguraram legal e "situação difícil" Barra pesada. Identifique-as e copie-as.

Gostou? Vale a pena conferir os vídeos e as propostas de atividade dos sites. Quero parabenizar as autoras dos exercícios, à vivo - que publicou um clipe muito fiel à
história da canção e à equipe do peixeaquático, que criou uma animação muito divertida, que sempre agrada aos meus alunos.

www.youtube.com/watch?v=3LUH8ovUAF0 (Clipe do Peixe aquático)


Ler mais: http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/produ%C3%A7%C3%A3o%20textual/

COESÃO E COERÊNCIA 2º E

Coesão e coerência textual
Quando falamos em COERÊNCIA textual, falamos acerca da significação do texto, e não mais dos elementos estruturais que o compõem. Um texto pode estar perfeitamente coeso, porém incoerente. É o caso do exemplo abaixo:
“As ruas estão molhadas porque não choveu”
Há elementos coesivos no texto acima, como a conjunção, a sequência lógica dos verbos, enfim, do ponto de vista da COESÃO, o texto não tem nenhum problema. Contudo, ao ler o que diz o texto, percebemos facilmente que há uma incoerência, pois se as ruas estão molhadas, é porque alguém molhou, ou a chuva, ou algum outro evento. Não ter chovido não é o motivo de as ruas estarem molhadas. O texto está incoerente.

Coesão textual
. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. Assim, a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção.
Exemplos:
"Os corvos ficaram à espreita."
As aves aguardaram o momento de se lançarem sobre os animais mortos."
"Gosto muito de doce. Cocada, então, eu adoro."
"– Aonde você foi ontem? – À casa de Paulo. – Sozinha? – Não, com amigos."
Os elementos de coesão também proporcionam ao texto a progressão do fluxo informacional, para levar adiante o discurso.
Exemplos:
"Primeiro vi a moto, depois o ônibus."
"Embora tenha estudado muito, não passou."

Coesão anafórica (para trás) realiza-se por meio de pronomes pessoais de 3ª pessoa  e os demais pronomes; também por numerais, advérbios e artigos.
Exemplo: André e Pedro são fanáticos torcedores de futebol. Apesar disso, são diferentes. Este não briga com quem torce para outro time; aquele o faz.
Explicação: O termo disso retoma o predicado são fanáticos torcedores de futebol; este recupera a palavra Pedro; aquele , o termo André; o faz, o predicado briga com quem torce para o outro time - são anafóricos.
Coesão catafórica (para a frente) realiza-se preferencialmente através de pronomes demonstrativos ou indefinidos neutros, ou de nomes genéricos, mas também por meio das demais espécies de pronomes, de advérbios e de numerais. Exemplos:
Exemplo: Qualquer que tivesse sido seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele, o professor, gordo e silencioso, de ombros contraídos.

Explicação: O pronome possessivo seu e o pronome pessoal reto ele antecipam a expressão o professor - são catafóricos.

Exercícios

Texto base
Falar em direitos humanos pressupõe localizar a realidade que os faz emergir no contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo contraditório de criação das sociedades. Implica, em suma, desvendar, a cada momento deste processo, o que venha a resultar como direitos novos até então escondidos sob a lógica perversa de regimes políticos, sociais e econômicos, injustos e comprometedores da liberdade humana.
Este ponto de vista referencial determina a dimensão do problema dos direitos humanos na América Latina.
Neste contexto, a fiel abordagem acerca das condições presentes e dos caminhos futuros dos direitos humanos passa, necessariamente, pela reflexão em torno das relações econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais.
As desarticulações que desta situação resultam não chegam a modificar a base estrutural destas relações: a extrema dependência a que estão submetidos os países periféricos, tanto no que concerne ao agravamento das condições de trabalho e de vida (degradação dos salários e dos benefícios sociais), quanto nadependência tecnológica, cultural e ideológica.
(Núcleo de estudos para a Paz e Direitos Humanos, UnB in: Introdução Crítica ao Direito, com adaptações)

01. Assinale a opção em que, no texto, a expressão que antecede a barra não retoma a ideia da segunda expressão que sucede a barra.
a) "realidade" (l.2) / " contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo" (l.2 e 3)
b) "deste processo" (l.6) / " Processo contraditório de criação das sociedades" (l.3 e 4)
c) "Este ponto de vista referencial" (l.11) / "ideias expressas no primeiro parágrafo.
d) "Neste contexto" (l.14) / discussão sobre os direitos humanos na América Latina.
e) "desta situação" (l.20) / relações econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais.

Nova Ortografia (1ºA, B, C, D e E)

Logo abaixo segue o link para um pequeno resumo sobre a nova ortografia.
Bons Estudos!!!

https://www.dropbox.com/s/afogc8zkx749f9o/Guia_Reforma_Ortografica_CP.pdf?dl=0